Se no final de 2014 para inicio de 2015 o cinema internacional estava dominado por nós, mulheres, este segundo semestre o cinema nacional não fica muito atrás não. E sinceramente? Ainda bem! Porque a força da dimensão do feminismo vem tomando um ar que sai das ruas, e finalmente, esta entrando nas telonas como deve ser.
Sair daquela zona de conforto, daquele roteiro clichê onde a mulher é idolatrada sexualmente, somente como um objetivo é uma tarefa difícil e dois filmes nacionais resolveram jogar cara a tapa da sociedade e mostrar que sim, somos mais.
Primeiro temos o longa "Que horas ela volta?" de Anna Muylaert, com Regina Casé e que trata a relação entre patrões e domésticas no Brasil e no resto da América Latina, onde foi indicado para a corrida pelo Oscar estrangeiro de 2016.
O filme é um show de simplicidade, diálogos reais, com uma critica social pesada e que infelizmente ainda retrata a realidade dos dias de hoje. O que me chamou mais atenção além do roteiro, é claro, foi a interpretação impecável de Regina Casé. Ela trouxe a vida a personagem principal, Val, o que eu vi enquanto eu assistia não foi apenas uma personagem de um filme, eu vi além, qualquer mulher pode ser a Val, a riqueza a alma da personagem é mostrada nitidamente na tela, a imersão é inexplicável.
Outro filme é "Operações Especiais" de Tomas Portella, com Cléo Pires que tem como base a batida policial na época da invasão do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. No qual mostra a garra e vontade de mudar da personagem Francis.
Se você acha que será um tropa de elite da vida, está enganado. Há sim algumas semelhanças técnicas como a alternancia da narrações em off com um ritmo frenético, onde uma câmera quase sempre incisiva capta com nitidez o suor abundante e a respiração ofegante dos atores nos momentos de maior tensão, trazendo a crítica social "E você, quer uma polícia honesta?’.
O roteiro fala por si só, a existência de determinados diálogos, como, por exemplo; . "Lugar de mulher é atrás do computador e no fogão", "Ela não vai durar nenhum um dia aqui", " Só vou quando um policial homem aparecer", retrata sobre o papel da mulher não somente nas forças policiais, mas em toda nossa cultura e apesar de alguns momentos soar um pouco superficial no filme, não chegam a comprometer o resultado final.
Peguem a pipoca, desliguem seus smartphones e aproveitem a sessão, porque estes dois filmes nacionais valem muita a pena!
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